sexta-feira, 16 de abril de 2010

Controle de infecção

Conjunto de procedimentos de apoio ao tratamento endodôntico relativos à manutenção da cadeia asséptica, que agrupadamente fundamentam a filosofia da terapêutica biológica visando a proservação da integridade dos tecidos periapicais.
A cavidade oral é uma das áreas do corpo com microbiota mais variada, sendo que 1 ml de saliva de um indivíduo normal em bom estado de saúde, contém aproximadamente 750 milhões de microrganismos. Algumas espécies de bactérias produzem quase cem gerações em um período de 24 horas. Há casos em que a polpa dental esta isenta de microrganismos e há ocasiões em que ela se encontra altamente contaminada por eles.
O profissional deve sempre estar consciente e meditar sobre o aforisma. O profissional não é responsável pelo que encontra em seu campo de trabalho, mas pelo que no-lo introduz.
Assim, durante todo o tratamento endodôntico, devem ser tomadas medidas que impeçam ou minimizem a presença de microrganismos no campo de trabalho durante o ato operatório.(IN: FORP - PRINCÍPIOS BÁSICOS DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO)
Uma das maneiras de consegiur esta manutenção, é a organização da mesa clinica e mesa auxiliar.

Uso de TNT estéril:

Mesa auxiliar: instrumental estéril e equipamentos desinfectados.

Material desinfectado com gaze molhada no alcool 70 %, por fricção.

Instrumental estéril

Mesa clínica: Instrumental estéril.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Apicificação com MTA

O tratamento endodôntico de dentes com rizogênese incompleta é complexo e exige muita habilidade profissional em virtude de ocorrer freqüentemente em pacientes jovens. Reduzir o número de sessões necessárias para o tratamento sem prejudicar a qualidade diminuiria os danos na coroa dental devido às sucessivas reintervenções necessárias para a troca da medicação intra-canal, e permitiria a realização da restauração definitiva brevemente.
No tratamento de dentes com rizogênese incompleta e necrose pulpar o MTA (agregado de trióxido Mineral) pode ser indicado para a confecção de um tampão apical (plug), possibilitando a realização da obturação do canal radicular. O Agregado de Trióxido Mineral (MTA) é um cimento que foi introduzido na Endodontia por Lee et al. 14 (1993). Sua excelente capacidade seladora, resistência a microinfiltração e de poder ser utilizado em ambiente úmido ou com a presença de sangue, torna-o adequado para ser utilizado como barreira apical em dentes com ápice incompletamente formado. Shabahang e Torabinejad (2000) utilizando o MTA como barreira apical, demonstraram haver a indução na formação de tecido duro.
O MTA em conjunto com o hidróxido de cálcio é uma opção válida para a apicificação, trazendo como principal vantagem, a rapidez com que o tratamento pode ser concluído. (ANÁLISE “IN VITRO” DA VIABILIDADE DO USO DO MTA E DO HIDRÓXIDO DE CÁLCIO COMO PLUG APICAL EM DENTES COM RIZOGÊNESE INCOMPLETA. In ABO-GO).

Caso Clínico:

Histórico: Paciente especial 9 anos, com deficiência cognitiva e motora. Chegou ao consultório com histórico de trauma, resultante de uma queda da sua própria altura, onde houve subluxação nos incisivos centrais superiores. Foi atendido em uma clinica e feito tomadas radiográficas, onde foi observada a fratura coronária dos elementos citados, porém sem nenhuma alteração nos tecidos periapicais e nas estruturas ósseas. Após 9 meses a mãe do paciente observou o crescimento constante e mensal de uma bolinha com pus na região do elemento (segundo relato).

Radiograficamente: Foi observado na radiografia periapical, as fraturas coronárias dos elementos 11 e 21, e observado uma imagem radiolúcida na raiz do elemento 21. Foi observado também que ambos os elementos tinham a rizogênese incompleta.

Hipótese diagnóstica: Periodontite apical crônica.
Tratamento proposto: Necropulpectomia com apicificação com MTA, sessão única sob sedação intravenosa.

Instrumentação manual final 80.
Solução de hipoclorito a 5,25%.
Irrigação final com soro.
Colocação de 1 mm de hidróxido cálcio na região apical.
Plug de 4 mm de MTA.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Variação anatomica - Pré Molar inferior - Caso clínico

A anatomia do sistema dos canais radiculares dita os parâmetros sob os quais o tratamento endodôntico será realizado e afeta as possibilidades de sucesso. Essa anatomia de cada dente apresenta características comuns, bem como variações muito complexas.
A radiografia do dente pode revelar boa parte da anatomia interna que, associada aos conhecimentos teóricos, ditam o tamanho da broca a ser utilizada na cirurgia de acesso, sua direção, o tamanho do primeiro instrumento a ser utilizado no interior do canal radicular e, ainda, quais as modificações que devem ser empregadas para realizar o preparo da cavidade endodôntica, de modo a facilitar a localização dos canais radiculares.
Assim, o conhecimento da anatomia dos canais radiculares ajuda sobremaneira o profissional, desde a cirurgia de acesso até a obturação dos canais e é uma rota segura para se obter muito sucesso e evitar situações desagradáveis." (BREVE REVISÃO DE ANATOMIA DOS DENTES HUMANOS. In: TEMAS DE ENDODONTIA)

Caso clinico:
Histórico: Homem, 23 anos. Chegou ao consultório relatando dor espontânea e pulsátil, localizada, com maior incidência durante a noite e com contato de alimentos frios ou quentes. Dor melhorava, mas não cessava com o uso de analgésico.

Radiograficamente: Observava uma imagem radiolúcida na face distal do elemento 45, muito próximo a câmara pulpar, sem alteração visível na região periapical. Foi inicialmente identificada uma variaçao anatômica no formato da raiz do elemento.

Hipótese Diagnóstica: Pulpite Irreversível.
Tratamento proposto: Tratamento endodôntico em sessão única.

Uso de localizador apical, Root Zx II (J Morita).
Instrumentação Rotatória: Motor X-Mart (Dentsply), sistema de limas Easy Pró-Design.
Instrumentação manual final: Biomecânica lima 35.

Solução de hipoclorito a 5,25%.
Técnica de Obturação: Híbrida de Tagger com cimento endodontico Endofill (Dentsply).